Cartagena, Gabo e a demência

Este slideshow necessita de JavaScript.

A realidade ali será sempre mágica. Ali dentro das muralhas, dentro do mundo de Gabo. Nas ruazinhas coloniais, livrarias e cafés. Ao observar o movimento nas praças, nos becos, num simples sorriso. Ao descobrir paisagens, detalhes e sabores como o de uma manga amarelinha ou do sorvete de uchuva.

Ali dentro das muralhas de Cartagena cresceu Gabo, nasceu livros, personagens e cenários mágicos. Esconderijos de O Amor nos Tempos do Cólera, lembranças de Cem Anos de Solidão.

Cenários tão mágicos e tão reais. Ali dentro. O charmoso casario entre as vielas da Cidade Velha, Patrimônio Cultural da Humanidade desde 1984. Museus, antiquários, igrejas e charretes. Um casamento! Sobrados coloridos com seus balcões de madeira e flores, muitas flores debruçadas.

Cartagena é isso, ali dentro. Magia e charme. Sabores e paisagens. E memórias de Gabo, essa realidade fantástica. Sem demência.

Publicado em Colômbia | Marcado com , , , , , , , , , , , | 4 Comentários

Baleia à vista!

Este slideshow necessita de JavaScript.

O barquinho desliza devagar enquanto olhos atentos procuram qualquer sinal no horizonte.  Um exercício que pode durar horas até o jorro d’água brilhar a centenas de metros de distância. Então o motor acelera e os observadores sacam as câmeras. Todos querem registrar tal momento: as jubartes viajaram 8.500 quilômetros desde o Pólo Sul e agora estão ali, a apenas um clique.

Ao se aproximar das gigantes do mar, o barqueiro desliga a máquina. Todos ficam de pé. É difícil se equilibrar, e ninguém sabe qual será a reação animal. As baleias podem dar saltos perfeitos – apesar de suas 40 toneladas – ou exibir o dorso, as nadadeiras, a cauda…

Observar baleias é um jogo de paciência. Os pequenos barcos partem dos hotéis, tanto em Nuquí quanto em Bahia Solano, e navegam 20 minutos para se afastar da costa. Aí começa o exercício de observação.

O turista pode passar três horas no mar sem avistar nenhuma baleia. Ou ver um borrifo d’água. As jubartes vêm à superfície para respirar – é  quando se mostram aos curiosos. Em seguida, mergulham e só voltam a aparecer após um intervalo que varia de 7 a 25 minutos.

O clima nessa região é outro fator de sorte. Tormentas podem surgir de repente, encerrando o passeio. Mas justiça seja feita. Se o dia estiver limpo, o fim de tarde alaranjado compensará até a eventual ausência das jubartes. Sabendo do temperamento imprevisível das baleias,os hotéis dão opções para os momentos de espera. Pode ser pescaria, snorkel, observação de aves. Mas basta o jorrod’água brilhar para o motor roncar outra vez.

Ciclo de vida - Nesta época do ano, cerca de mil jubartes procuram essa região de águas cálidas para se reproduzir – é comum ver fêmeas com seus recém-nascidos. As baleias ficam na  costa por quatro meses, de julho a outubro, até que os filhotes ganhem musculatura para a viagem de volta.

Publicado em Colômbia | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

Ecoturismo ‘made in’ Colômbia

Este slideshow necessita de JavaScript.

Praias desertas. Rios com corredeiras de água cristalina. Mangues, ilhas, cachoeiras. Tudo escondido pela floresta tropical que cobre o trecho da costa colombiana voltado para o Pacífico. Bahia Solano e Nuquí, no departamento de Chocó, são destinos para quem realmente aprecia o contato com a natureza. E boas doses de aventura.

O principal espetáculo é comandado pelas baleias jubartes, que se exibem no litoral nesta época do ano. Mas esse show aquático está longe de ser o único. A alta umidade – a região é uma das mais chuvosas do mundo – conserva os ecossistemas e garante a visita de outras espécies migratórias, como aves e tartarugas. Enfim, trata-se de um paraíso para ecoturistas.

E somente para eles, porque a proposta local é integrar homem e meio ambiente, seguindo os princípios da sustentabilidade e do uso racional de recursos. Isso às vezes significa dormir em cabanas de madeira na companhia dos mais estranhos insetos – a cama, pelo menos, tem mosquiteiro e é confortável -, sem direito a banho quente ou eletricidade. Nem poderia ser diferente – ou os destinos perderiam a autenticidade.

Os passeios têm adrenalina garantida: trekking na selva, no rio, surfe, mergulho. Mas também contam com um forte lado antropológico. Pelo caminho, você encontrará povoados de gente simples, que sobrevive da pesca e da venda de artesanato.

Uma rápida observação: antes de seguir viagem, passe repelente no corpo todo, pegue a lanterna e vista roupas impermeáveis. As peças levam dias para secar, se secarem.

O primeiro contato visual com a Bahia Solano impressiona. Do alto, a bordo de um aviãozinho para 18 pessoas, o cenário é composto por nada além do azul do mar e do verde da mata. Os voos partem de Medellín – as companhias de charter Satena e Searca fazem o trajeto – e pousam num aeroporto no meio da floresta. O terminal de passageiros é mínimo, mas há ambulantes vendendo atum defumado, o prato típico.

O trajeto até a Praia El Almejal, que empresta o nome ao principal ecolodge da região, é feito em jipes que, apesar da aparência muitíssimo cansada, resistem bravamente à lama e aos buracos. No percurso de 50 minutos, os veículos passam pelo pueblo El Valle e são recebidos com festa. Crianças de uniforme, mulheres nas janelas e homens de bicicleta acenam.

Quatro dias são suficientes para explorar a região, tendo como guia César Isaza Vásquez, gerente do El Almejal. Ele aponta detalhes na vegetação e chama a atenção para o canto das aves. Também fala da conservação de tartarugas marinhas – entre setembro e janeiro, os filhotes são liberados ao mar.

De barco, Vásques leva os visitantes a lugares como a cachoeira El Tigre. Ou aos Rios Cascada e Chadó, um de cada lado de outra praia selvagem. Depois de se aventurar pelas águas do Cascada, vá ao outro extremo e se deixe levar pela correnteza gelada do Chadó.

De volta ao El Almejal, passe o fim da tarde na praia extensa e intocada. Quando as águas se recolhem, ao sabor da maré, o turista assiste a um pôr do sol que espelha céu e terra.

PARA POUCOS
Nuquí está a três horas de barco de Bahia Solano, mas poucos fazem esse cansativo trajeto. Guias explicam que só algumas pessoas visitam os dois destinos na mesma viagem. Para chegar a Nuquí também há vôos desde Medellín.

As opções de passeio são bem parecidas: mergulho, pesca, surfe e observação de baleias. Os turistas costumam se hospedar – quatro noites, em média – no charmoso e rústico El Cantil, com apenas sete cabanas e serviço de fazer inveja a grandes hotéis.

Um dos mais bonitos tours leva a Termales. Depois de uma longa caminhada passando por trechos de selva e de praia, os visitantes curtem as águas de uma piscina quente no meio da mata, ao lado de um gélido rio. E até arriscam passar na pele a lama preta de enxofre.

Se depois de uma semana na selva você ainda tiver ânimos radicais, arrisque o trekking de cinco horas para ver rãs bonitinhas, coloridas… e venenosas!

Publicado em Colômbia | Marcado com , , , , , , | Deixe um comentário

A Colômbia que ninguém sabe nem viu

Nem saí do aeroporto de Bogotá, não conheci mais que uma balada de salsa em Medellín, tampouco cheguei perto das caribenhas Cartagena e San Andrés. Embarquei num aviãozico capenga e barulhento rumo ao improvável, à selva, à beira do Pacífico, região das FARC, de natureza crua, de um povo tão lindo e tão pobre, para viver uma intensa transfomação.

Saí completamente do mundo – do meu mundo – em Bahia Solano e Nuquí. Foram 15 dias sem qualquer comunicação, telefone, internet, televisão, rádio, telegrama, sinal de fumaça. Sem luz, sem água quente. Feliz, leve, livre. E com o exército na cola, 24 horas.

Foi ali que aprendi a comer peixe, ou morreria de fome. E foi ali que perdi todas as  frescuras, se é que eram frescuras. Mas dormi em cabanas de madeira acompanhada de todas as espécies, gêneros, famílias, ordens, classes, filos e reinos animais. Não acendia a lanterna, apenas ia tateando até o colchão para simplesmente não ver. Tomei banho gelado em noites frescas. Caí no mar de madrugada. Ao escurcer, a fogueira, a prosa e o rum. Aquele rum…

Aventuras inesquecíveis na praia, na selva, no mar. Vi baleias jubartes de perto. Nadei nas cachoeiras, entrei numa piscina de águas termais no meio do mato. Fiz uma travessia de barquinho baixo tempestade. Passei mal, muito mal. Mas me sentia outra no último dia, quando sorri para aquele inseto verde-estranho no banheiro. E quando me arrepiei com o pôr do sol espelhado, esse aí da foto.

Experiências que contarei nos próximos posts.

Publicado em Colômbia, Uncategorized | Marcado com , , , | Deixe um comentário

Vegas, com muito orgulho

Este slideshow necessita de JavaScript.

Las Vegas pode importar tudo de qualquer lugar. Porque imitações de marcos turísticos como a Torre Eiffel – lá do alto, o turista tem a vista mais romântica da Strip – e a Estátua da Liberdade dão o tom extravagante e engraçado da cidade. Mas Vegas também tem orgulho próprio. E bizarrices originais. Este tour passa por ícones no mínimo inusitados: do maior caubói de néon do mundo à mais pesada pepita de ouro que o planeta já viu. Only in Vegas, baby.

Cópias
Reunir os mais famosos monumentos do planeta numa única avenida, a Strip, só poderia ser motivo de orgulho. A Torre Eiffel e o Arco do Triunfo do Hotel Paris representam a capital francesa. Os canais, as gôndolas e a Praça São Marcos reproduzem o clima de Veneza no Venetian. E para homenagear Nova York, nada como os arranha-céus, incluindo o Empire State e a Estátua da Liberdade, do New York-New York.

Maior néon
Vegas Vic é, sem dúvida, o caubói mais conhecido do Estado de Nevada. Também, pudera: ele tem 23 metros de altura e roupas coloridas. Não fuma, não bebe, não grita. Mas recebe, desde 1951, os visitantes na Fremont Street. Vegas Vic é a maior placa de néon do mundo.

Maior pepita de ouro
Em nenhum outro lugar do globo há uma pepita de ouro tão pesada. A Hand of Faith tem 28 quilos e foi descoberta em 1980 na Austrália. Fica em exibição no lendário Golden Nugget Hotel & Casino, em Downtown. Ali também está o Gold to GO Las Vegas, caixa expresso de barras de ouro 24 quilates – dá para sacar moedas de 1 a 250 gramas.

Maior H&M
A maior H&M do mundo fica no The Forum Shops at Caesars . São nada menos que 5 mil m2 de puro design com preços óóó-teee-mos! Globos de vidro e luzes que mudam o tempo todo em um majestoso átrio de15 metros de altura são a aposta da marca para convidar turistas – e fashionistas – a viver uma fantasia  à la Cher, Madonna e Lady Gaga.

Maior escultura
O leão guarda as portas do MGM Grand, na Strip. Com 14 metros de altura e 50 toneladas, é a maior escultura de bronze do país. Foi moldada pelo escultor do Arizona Snell Johnson com 1.600 placas de bronze.

Grande prêmio
Era março de 2003. Um jovem engenheiro de softwares colocou o que tinha no bolso (US$ 3) numa máquina caça-níqueis do Excalibur Hotel. E saiu com a maior bolada da história de Las Vegas: US$ 39,7 milhões.

Publicado em Estados Unidos | Marcado com , , , , , , , , , , , , , , , , , , , | 2 Comentários

Descarregando a ira!

Este slideshow necessita de JavaScript.


Depois de comer muito, gastar muito, jogar muito – e perder alguma coisa -, o sangue ferve e a ira toma conta do corpo. É preciso descer do salto para descarregar o stress. Sério, coloque tênis e vá até o fim da Strip. Lá está o Stratosphere e sua torre tão alta quanto o Empire State nova-iorquino.

Subir no observatório e curtir a paisagem a 350 metros do chão já é uma aventura. Mas o Stratosphere reserva mais emoção – e um certo alívio – em seu parque de diversões. Sim, há brinquedos radicais no alto do prédio mais alto da cidade. Insano.

Quem prefere deixar os pés no chão guarda a agressividade para os sacos de pancada nas aulas de boxe. Ainda irritado? Termine o tour da ira no Motor Speedway. A bordo de máquinas, acelere a adrenalina a 320 quilômetros por hora. Você vai ficar calminho, calminho.

Stratosphere
Você já está 350 metros acima de Las Vegas. Senta no carrinho e desliza sobre o trilho até sair 9 metros do edifício. Tensão, deslumbre. O X Scream manobra para frente e para trás. Para por alguns segundos na extremidade, deixando-o pendurado sobre a Strip. Quer descarga maior de adrenalina? Siga para o Big Shot. Ao sentar no “elevador”, você é lançado 48 metros para cima em apenas 2,5 segundos. Perde o ar e sente a barriga estremecer na queda livre. O Insanity é um desafio e tanto. O braço mecânico levanta e se afasta da torre. Então, começa a girar. Os prédios e o deserto viram borrões quando a velocidade atinge 64 quilômetros por hora. Levante os braços, grite. Só não feche os olhos para não sentir vertigem. Agora, para acabar de vez com a ira, só o Sky Jump: atirar-se do 108º andar.

Boxe
Bater, socar, golpear. Coloque uma luva de boxe e parta para o ataque. Assim fica mais fácil descarregar a raiva. No Golden Gloves, amadores podem aprender todas as habilidades do esporte com profissionais experientes. Além do boxe, muay thai, judô e MMA (um mix de artes marciais).

Racing School
Já que você não pode dirigir a 320 quilômetros por hora, acelere nas pistas da Motor Speedway. O coração vai pular quando você entrar numa autêntica máquina da Stock Car, da Fórmula Indy ou ainda numa BMW Z3. Os pilotos vão colocar você no carro e dar três voltas até receber a bandeirada. Só não tente fazer o mesmo na Strip.

Publicado em Estados Unidos | Marcado com , , , , , , , | Deixe um comentário

Vegas com preguiça

Este slideshow necessita de JavaScript.


Las Vegas nunca dorme. Talvez por isso seja tão difícil notar que a cidade tem uma faceta que é pura preguiça. De verdade. Já parou para pensar que é possível passar semanas sem sair do hotel? Tudo é feito para que o turista não tenha de se mover: restaurantes estrelados, lanchonetes, baladas, bares e cassinos estão ao alcance de um botão do elevador. E se você acordar com vontade de não fazer absolutamente nada, vá para o spa do hotel e peça uma massagem relaxante. Ou siga com seu livro para a beira da piscina. Nem parece que o mundo gira lá fora.

Melhor tratamento
O calor da Strip, o burburinho do lobby, o movimento dos elevadores: nada disso incomoda mais quando se entra no spa do Wynn. A nova realidade tem cheiro de calma. Chá, frutas, água. Sofá macio, roupão macio e lareira. Ambiente perfeito para relaxar à espera do tratamento. Quer renovar a pele? Escolha o Sake Body – na sala escura e aromatizada, a terapeuta faz uma esfoliação com partículas de arroz . Em seguida, uma massagem japonesa com ervas descansa os músculos. Pronto, você já pode voltar para Las Vegas.

Melhor banho
Nas banheiras romanas do Qua, no Caesars Palace, o ritual começa nas águas ricas em minerais da Tepidarium, que ajudam a repor os elementos naturais da pele. Na Caldarium, jatos quentes aliviam tensões. Para fechar, um choque térmico na Frigidarium. Cadeiras de massagem e chuveiros fortes completam a experiência.

Melhores piscinas
A Mandalay Bay Beach é um luxo. Praticamente um parque aquático dentro do hotel, com quatro piscinas, rio com correnteza, praia artificial e cassino pé na areia. A área de lazer do Bellagio não fica para trás, mas é uma tranquilidade só. Ao redor das cinco piscinas, jardins e um pátio em estilo italiano. O Hotel Paris só tem uma piscina, mas as espreguiçadeiras aos pés da Torre Eiffel fazem a diferença.

Melhor cabana
Esqueça o calor de derreter e vá preguiçar nas cabanas da piscina do Cosmopolitan. Mesmo porque ao se esparramar na chaise, debaixo da sombra, você imediatamente será bem servido com um drinque refrescante e uvas congeladas. Quando cansar do sossego, o Marquee dayclub poderá agitar sua tarde com música e gente. Muita gente.

Melhor amenitie
O cúmulo da preguiça fica ao lado das camas macias do Bellagio. Basta esticar o braço e apertar os botões do controle remoto para ajustar as cortinas. Camadas finas? Transparentes? Pesadas? Escuras? Você escolhe. Ao passar a noite na suíte Grand Lakeview, você assiste de camarote à dança das fontes. Sem sair da cama.

Publicado em Estados Unidos | Marcado com , , , , , , , , , , , , | Deixe um comentário