O impublicável

Antes de subir no teco-teco e viver três dias absolutamente inesquecíveis, que passo a narrar nos próximos posts, é preciso confessar. 
 

Foi a primeira vez que entrei num avião tão pequeno para fazer uma viagem tão longa – e quando senti o primeiro mal estar nos primeiros 30 minutos de voo pensei que não aguentaria. Afinal, não havia outra saída para os próximos 800 quilômetros pela Skeleton Coast: voar ou voar.  

Mas a sensação ruim passou com as paisagens lá fora. Ânsia, êxtase, encantamento. A gente abria a janela e fotografava à vontade. Como se fosse um carro, o aviãozinho podia “estacionar” em qualquer canto. Subia, descia, bastava um pedido nosso. Numa dessas decolagens vi a feição do piloto endurecer. Algo havia caído do porta-malas, estava agora perdido lá embaixo. Era minha mochila, claro. Tudo bem, o teco-teco deu meia-volta, parou, eu peguei, ele voou de novo. Simples!

Foi a primeira vez que acampei dias seguidos no meio do nada. Nada além de platôes, dunas, montanhas e florestas. Pedras, rios. Cenários grandiosos sob céu estrelado, para noites regadas a vinho e Amarula. 

By Érico Hiller

Foi a primeira vez que tomei banho de balde, água pingada, no frio, a céu aberto. E fiquei completamente feliz por isso. São momentos em que nos sentimos pequenininhos. E que nos dão uma alegria imensa por estarmos vivos.

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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