Um rio perene (Dia 4)

A excursão pelo Kunene, um dos poucos rios perenes dessa região tão árida, saiu com a promessa de encontrar crocodilos. Nas águas tranquilas, um filhote logo aparece, mas não dá tempo de fotografá-lo. O animal afunda rapidamente.

A correnteza do rio ganha força e o barco acelera. De repente, outro jacaré, que mais uma vez escapa. Desse jeito, é melhor curtir o visual. André, na direção da lancha, para numa prainha e serve o lanche. Dali, avista-se pedras engraçadas, que parecem dominós.

A sorte só bateu no percurso de volta. Um grande crocodilo se banhava na beira do rio. Inerte, com a boca aberta. A foto perfeita para terminar o passeio.

Depois do almoço no camping, o voo de despedida. Os pilotos André e Jan nos deixam no Parque Nacional Etosha, não sem antes proporcionarem mais momentos incríveis.

Os aviões dão rasantes sobre os tubarões do Atlântico. “One, two, three”, contava o piloto, enquanto apontava as barbatanas no oceano. Pouco depois, a paisagem muda drasticamente. É o início da reserva natural. O voo sobre as savanas mostra a real dimensão do parque. Pela janela, zebras, rinocerontes, girafas e veados correndo. E os pilotos se esforçam para chegar bem perto.

Menos de uma hora depois, fomos entregues num superlodge de luxo. Termina aqui a aventura aérea com André e Jan. Na despedida, a certeza de que a missão foi cumprida – e deixará saudade.

PS: Agora sim eu via “A” África. Aquela que habita todo e qualquer imaginário. Antes não, eu tinha certeza de haver pisado em outro planeta. 

O que vem a seguir, nos dois últimos dias de viagem, são savanas, girafas, rinocerontes. E luxo, puro. Porque depois de quatro dias tomando banho de gato e dormindo em barracas abafadas – experiências válidas, fique bem claro -, nada como uma potente ducha num banheiro de mármore. Uma king size com dossel e uma varanda de frente para o exuberante Parque Nacional Etosha. Antes do jantar, quem sabe jacuzzi ao ar livre com direito a taça de champanhe?

No próximo post, o safári. Enfim.

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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2 respostas para Um rio perene (Dia 4)

  1. Milena disse:

    Cá, todos esses textos saíram no Estadão? Ok, eu vou te perguntar isso mais tarde, pessoalmente, mas vou deixar registrado para eu não esquecer… rs

  2. A maioria sim, Mi! São minhas matérias publicadas. Mas alguns dos textos em que eu conto um pouco de bastidor eu tô escrevendo agora :-)

    Só você me prestigia…rs!! AMO

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