Rota imperial

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Entre Marrakesh e Fez, um caminho de 500 quilômetros leva a capitais de antigos impérios marroquinos. Pela janela passam planícies, montanhas e praias. Passam casinhas desbotadas, charretes, burros. Acenos, sorrisos tímidos. A cada parada, uma surpresa: mesquita, palácio, mercado… Confira um breve roteiro pelas cidades imperiais – e suas relíquias que valem reverência.

Casablanca

A mesquita Hassan II é a cara de Casablanca. Ocupa um espaço nada modesto de 90 mil metros quadrados à beira do Atlântico e tem um minarete de 200 metros, que faz dela a mais alta do mundo. Lá de cima, um laser em direção a Meca alcança até 30 quilômetros. Erguida em 1993 pelo Rei Hassan II, que se inspirou no verso do Alcorão que diz: “o trono de Deus está sobre a água”, a mesquita é uma das poucas do Marrocos abertas a não muçulmanos. Se a fachada impressiona com suas gigantescas portas de ferro e seus pilares cobertos de mármore, o que se vê no interior é um escândalo. A visita leva pelo subterrâneo, onde estão os banhos turcos, e pelo salão de orações para 25 mil fiéis, com colunas esculpidas de ouro e teto retrátil. Entrada a 120 dirham (R$ 24). Site: mosqueehassan2.com.

Rabat

Perder-se pelas callejuelas do bairro andaluz é o melhor a fazer na chegada à capital política, administrativa e financeira do Marrocos. As casinhas de fachada azul e branca e as praças arborizadas compõem um cenário típico de Córdoba, na Espanha. E bem diferente dos bagunçados centros das cidades marroquinas. Passe pelo Palácio Real – só funcionários do rei podem entrar – e pare no Mausoléu de Mohammed V.

O pequeno palácio é todo de mármore, bronze e madeira e tem uma cúpula impressionante. Bem à frente, quase debruçada no mar, está a Torre Hassan, maior ícone de Rabat. A estrutura de 44 metros de altura é originalmente o minarete da Mesquita Hassan, única parte que sobreviveu ao terremoto de 1755. A seu redor estão ruínas de outras colunas da mesquita que também continuaram de pé.

Meknès

Última parada antes de Fez, Meknès exibe em suas praças e mercados a simplicidade da vida cotidiana. Jovens, idosos e crianças estão aqui e ali, jogando bola ou conversa fora, vendo o tempo se eternizar. Na cidade, que foi capital do Marrocos no século 17, época do rei Moulay Ismael, ainda estão preservadas as muralhas que contornam palácios e monumentos da medina, patrimônio da Unesco. Atravesse o Bab Mansour, portal do século 13. Dentro da cidade imperial estão o mausoléu do sultão Moulay Ismael e a Gran Mesquita. Termine na Praça El-Hedime. Ali, quando o sol se põe, uma multidão de comerciantes, saltimbancos e malabaristas fazem o clima popular – e medieval – do lugar

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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