Tour no castelo de um conde falido

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As torres do Château de Commarin surgem após a curva. São a única lembrança de que um castelo assim decadente já foi imponente fortaleza. O labrador vem correndo quando percebe o carro no portão. Atrás dele, um homem esbelto com as chaves na mão.

É ele, conde Bertrand de Vogüé, em carne, osso e calça jeans. Abre as portas e um sorriso melancólico. “Bienvenue”. Ele é da 26ª geração de uma família que desde o século 12 cuida e descuida desse monumento histórico.

O conde guia os visitantes pelo jardim. “A última reforma na propriedade foi feita no século 18”, explica. Depois, leva aos cômodos. O cheiro do tempo revela a falência. O piso de madeira reclama a cada passo.

O tour termina na sala de jantar, com amendoim e vinho. Conde de Vogüé explica que quer recuperar e manter seu patrimônio. Por isso, depende do turismo e do aluguel do castelo para festas. À saída, fecha o portão, afaga o labrador e acena esperançoso, à espera da próxima visita.

Informações: www.commarin.com

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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