Andalucía: adorável clichê

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No grito do toureiro, no compasso da castanhola. Nas festanças e procissões religiosas, no clima quente, no sangue quente. À mesa, enfim, a Andalucía é pura essência. É onde a Espanha é mais Espanha. De Sevilha, Granada e Córdoba, o trio mais essencial da região, às praias da Costa del Sol, tudo segue um ritmo especial. Há muito o que ver e fazer – antes ou depois da siesta, claro.

A Andalucía tem um riquíssimo patrimônio histórico, cultural e natural. Espere ver milhares de vielas de pedra e vilarejos brancos. Ruas tomadas por laranjeiras e construções árabes monumentais – ou o que dizer da Alhambra de Granada ou da Mesquita de Córdoba? Fácil explicar: foi nessa região à beira do Mediterrâneo, ponte para a África, que os mouros permaneceram por séculos e, ainda bem, deixaram sua marca.

Ao assistir a uma tourada ou a um show de flamenco, ao provar a mais deliciosa tapa e ao sentir o calor humano nas ruas, você terá certeza de estar na mais autêntica Espanha. Se for durante a Semana Santa ou a Feira de Abril, os eventos mais esperados do ano, tanto melhor. Só não fique menos de uma semana por lá, ou vai se arrepender.

Sevilha é o ícone da região, a capital cultural e econômica e disparada uma das cidades mais lindas de todo o país. Merece a maior parte do seu roteiro e vai ganhá-lo à primeira vista. É só bater o olho na Giralda e na construção gótica de sua catedral para se convencer. A torre de quase 100 metros de altura foi construída no século 12 como minarete de uma mesquita. Hoje, é um símbolo que guia os turistas por Sevilha. Do alto de seus 97,5 metros, a melhor panorâmica da cidade, em 360 graus: o Rio Guadalquivir, a Plaza de Toros, os telhados ocre…

Dali é fácil chegar aos portões do Real Alcázar, o complexo de palácios erguido pelo primeiro califa andaluz, Abd al-Rahman III. O conjunto foi crescendo ao longo da dinastia com a ajuda de artesãos muçulmanos, que construíram jardins, pátios com fontes e salões no estilo mudéjar. O palácio Pedro I é o principal – foi feito em 1364 para ser a residência real. Ali o olhar se perde diante de tantos detalhes, tanto brilho. Repare nos azulejos e nas tapeçarias. Na madeira dourada e entrelaçada que enfeita arcos, janelas e portais.

Você também vai cair de amores pelas ruas e praças floridas, pelos becos e pelas pastelerías de Santa Cruz, antigo reduto dos judeus. Passar horas a fio perdido nesse novelo, entre lojas, pátios mouros e restaurantes, é o melhor programa. Na Calle Mateos Gago, sente-se no Bar Giralda, que tem as tapas mais originais que você já comeu.

Caminhar entre os jardins à beira do Rio Guadalquivir, dar de cara com a Torre del Oro e descansar à sombra da Plaza de España é para se encantar de vez. Depois, vá à Plaza de Toros do século 18, a segunda mais antiga da Espanha em funcionamento – há visitas guiadas pelo museu e pela arena, onde é impossível não ouvir o grito do toureiro.

À noite, sentado em um íntimo pátio andaluz, deixe-se levar pelo ritmo do flamenco. De arrepiar a alma, na batida do violão, no compasso da castanhola.

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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