Cobiça, o pecado original

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A cobiça perturba a mente até do mais orientado viajante. É entrar no labirinto de cores, luzes e sons para nunca mais achar a saída. Os cassinos hipnotizam a ponto de você perder a referência de noite e dia. Se a ideia é essa mesmo, então pratique o verdadeiro pecado original de Las Vegas.

Antes de arriscar tudo, porém, faça um budget pessoal. Indicação de quem entende. “Jogar deve ser diversão, não aborrecimento”, comenta Ciro Batelli, o brasileiro que foi durante 25 anos executivo do grupo Caesars World International, uma das maiores redes de hotéis-cassino do mundo. É preciso estipular o quanto gastar por dia e obedecer fielmente o planejamento. “Não tenha limite para ganhar, mas para perder.”

Segundo Batelli, as máquinas de caça-níquel são a mania dos cassinos da cidade, principalmente os que ficam nos grandes hotéis da Strip. “Cada casa tem de 2.500 a 3.500 máquinas.” Exagero? Não, pode apostar. “É um jogo fácil e divertido para qualquer público.”

Nosso consultor dá dicas para quem quer se dar bem em Vegas. “Jamais jogue nas máquinas do aeroporto, que são mais difíceis de ganhar”; “Tenha sempre o passaporte em mãos.” E, a mais valiosa: “Quer ganhar uma pequena fortuna? Vá com uma grande fortuna.”

Slots
Se a diversão fala mais alto que a cobiça, sente diante de uma das milhares de máquinas coloridas e barulhentas, aperte o botão e boa sorte. Você nem precisa de muito – que tal US$ 0,25? – para passar algumas (poucas) horinhas brincando de caça-níquel ou videopôquer. Esses são, sem dúvida, os jogos mais populares entre turistas amadores. Diga-se, amadores para a tentadora Las Vegas.

Escolha um dos cassinos da Strip: Caesars Palace, Wynn e Bellagio têm máquinas, digamos, mais generosas. Isso significa que elas retêm cerca de 6% do que foi jogado e distribuem o resto. O Wynn, aliás, também conta com máquinas de high-limit, para apostadores graúdos.

É bom saber que, caso ganhe mais que US$ 1.200, terá de pagar 30% do valor para o imposto de renda, retido na hora. Dica: nas máquinas progressivas, seja as de apostas altas ou baixas, jogue sempre o limite máximo para, assim, concorrer ao jackpot, o prêmio máximo. A brincadeira pode render uma bolada.

Roleta
Não tem truque nem estratégia. A roleta é puro palpite. E sorte. Basta escolher um número, um grupo ou uma cor e torcer para a bolinha agir a seu favor. Mas fique atento a uma importante consideração. A roleta americana é diferente da europeia porque tem dois zeros, o que diminui as chances em 2,7%. Procure a french roulette, com só um zero. Melhor cassino? O do Hotel Paris, claro.

Blackjack
Todo mundo arrisca pelo menos uma rodada do popular 21, um dos mais concorridos nas mesas dos cassinos. “Os jogadores gostam porque podem decidir se querem ou não pedir cartas. Eles se sentem donos da situação”, comenta Batelli. Durante a partida, o segredo é prestar atenção nas cartas do dealer. “Se ele tiver uma carta menor que 7, as chances de ele ganhar são menores. Agora, se ele tiver um Ás ou uma figura, o jogador pode pedir cartas, mas nunca dobrar a aposta”, indica.

Saiba que em qualquer cassino, é sério, o dealer torce por você. Ele não ganha comissão, mas pode ganhar uma boa gorjeta de um jogador contente – e com os bolsos cheios. Peça conselhos à vontade.

Bacará
É o jogo mais tradicional e caro. Também o mais carente de bons apostadores. Como garante Batelli, os grandes de antigamente morreram ou quebraram. E não houve renovação. Hoje, é o passatempo preferido dos orientais.

Não é preciso saber jogar bem para arriscar – você só tem duas opções, ponto ou banca, e o dealer dá toda assistência. Mas você necessita de US$ 100 para começar a rodada. O Venetian é o mais famoso pelas mesas de bacará, mas Wynn, Caesars Palace e Bellagio também oferecem boas jogadas.

Pôquer
O pôquer americano cresceu mais do que qualquer outro jogo nos últimos 5 anos. Nem pense em sentar à mesa sem saber pelo menos as regras básicas. Você vai enfrentar outro jogador, sem ajuda ou conselhos do dealer. Na Strip, o destaque fica para as mesas do Bellagio. Fora do circuito turístico, vá ao The Rio e ao Green Valley Ranch.

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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