Ecoturismo ‘made in’ Colômbia

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Praias desertas. Rios com corredeiras de água cristalina. Mangues, ilhas, cachoeiras. Tudo escondido pela floresta tropical que cobre o trecho da costa colombiana voltado para o Pacífico. Bahia Solano e Nuquí, no departamento de Chocó, são destinos para quem realmente aprecia o contato com a natureza. E boas doses de aventura.

O principal espetáculo é comandado pelas baleias jubartes, que se exibem no litoral nesta época do ano. Mas esse show aquático está longe de ser o único. A alta umidade – a região é uma das mais chuvosas do mundo – conserva os ecossistemas e garante a visita de outras espécies migratórias, como aves e tartarugas. Enfim, trata-se de um paraíso para ecoturistas.

E somente para eles, porque a proposta local é integrar homem e meio ambiente, seguindo os princípios da sustentabilidade e do uso racional de recursos. Isso às vezes significa dormir em cabanas de madeira na companhia dos mais estranhos insetos – a cama, pelo menos, tem mosquiteiro e é confortável -, sem direito a banho quente ou eletricidade. Nem poderia ser diferente – ou os destinos perderiam a autenticidade.

Os passeios têm adrenalina garantida: trekking na selva, no rio, surfe, mergulho. Mas também contam com um forte lado antropológico. Pelo caminho, você encontrará povoados de gente simples, que sobrevive da pesca e da venda de artesanato.

Uma rápida observação: antes de seguir viagem, passe repelente no corpo todo, pegue a lanterna e vista roupas impermeáveis. As peças levam dias para secar, se secarem.

O primeiro contato visual com a Bahia Solano impressiona. Do alto, a bordo de um aviãozinho para 18 pessoas, o cenário é composto por nada além do azul do mar e do verde da mata. Os voos partem de Medellín – as companhias de charter Satena e Searca fazem o trajeto – e pousam num aeroporto no meio da floresta. O terminal de passageiros é mínimo, mas há ambulantes vendendo atum defumado, o prato típico.

O trajeto até a Praia El Almejal, que empresta o nome ao principal ecolodge da região, é feito em jipes que, apesar da aparência muitíssimo cansada, resistem bravamente à lama e aos buracos. No percurso de 50 minutos, os veículos passam pelo pueblo El Valle e são recebidos com festa. Crianças de uniforme, mulheres nas janelas e homens de bicicleta acenam.

Quatro dias são suficientes para explorar a região, tendo como guia César Isaza Vásquez, gerente do El Almejal. Ele aponta detalhes na vegetação e chama a atenção para o canto das aves. Também fala da conservação de tartarugas marinhas – entre setembro e janeiro, os filhotes são liberados ao mar.

De barco, Vásques leva os visitantes a lugares como a cachoeira El Tigre. Ou aos Rios Cascada e Chadó, um de cada lado de outra praia selvagem. Depois de se aventurar pelas águas do Cascada, vá ao outro extremo e se deixe levar pela correnteza gelada do Chadó.

De volta ao El Almejal, passe o fim da tarde na praia extensa e intocada. Quando as águas se recolhem, ao sabor da maré, o turista assiste a um pôr do sol que espelha céu e terra.

PARA POUCOS
Nuquí está a três horas de barco de Bahia Solano, mas poucos fazem esse cansativo trajeto. Guias explicam que só algumas pessoas visitam os dois destinos na mesma viagem. Para chegar a Nuquí também há vôos desde Medellín.

As opções de passeio são bem parecidas: mergulho, pesca, surfe e observação de baleias. Os turistas costumam se hospedar – quatro noites, em média – no charmoso e rústico El Cantil, com apenas sete cabanas e serviço de fazer inveja a grandes hotéis.

Um dos mais bonitos tours leva a Termales. Depois de uma longa caminhada passando por trechos de selva e de praia, os visitantes curtem as águas de uma piscina quente no meio da mata, ao lado de um gélido rio. E até arriscam passar na pele a lama preta de enxofre.

Se depois de uma semana na selva você ainda tiver ânimos radicais, arrisque o trekking de cinco horas para ver rãs bonitinhas, coloridas… e venenosas!

Sobre Camila Anauate

De alma inquieta e mente aberta, que me fizeram jornalista, viajante, aventureira, sonhadora sem-fim
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